Caso Serrambi: acusações mútuas às vésperas do júri.

A cinco dias do início do julgamento mais esperado da década, o silêncio foi quebrado. E a briga reacendida. Dois dos principais personagens do Caso Serrambi, o ex-chefe da Polícia Civil de Pernambuco, o delegado Aníbal Moura, e o promotor afastado do caso, Miguel Sales, voltam a trocar farpas. Passados cinco anos de silêncio sobre o episódio que chamou a atenção da opinião pública por envolver o assassinato misterioso de duas adolescentes de classe média alta, Moura decidiu falar com exclusividade ao Diario de Pernambuco. E não poupou o desafeto: “Sales montou o circo desde o começo no sentido de perturbar o trabalho da polícia”, disparou.

Aníbal Moura garante que existem provas contundentes dentro do processo contra os kombeiros e que serão reveladas durante o júri. “Tenho certeza que a Justiça será feita e que o júri vai condenar os kombeiros”. Quanto às informações que surgiram à época e que se espalharam na internet até hoje sobre uma festa em Serrambi regada a drogas que teria tido a participação das duas adolescentes e onde uma delas teria morrido por overdose e a outra por queima de arquivo, Moura acusou o promotor de mentiroso. “Isso foi uma palhaçada criada pelo promotor. O que aconteceu foi um churrasco um dia antes das meninas desaparecerem”, acusou.

No mesmo tom usado no passado, Miguel Sales, que hoje está afastado do Ministério Público de Pernambuco por aposentadoria voluntária e é candidato a deputado federal, disse que o inquérito tem falhas, lacunas e omissões. “Se houve manipulação, foi por parte das polícias, da investigação. Do jeito que o trabalho foi feito, fica difícil saber a autoria do crime”, insistiu. Sales disse, ainda, que a “verdade está nos autos e que de forma alguma incrimina os kombeiros ou qualquer outra pessoa. Isso não é dito por mim, mas pelas perícias. Continuo com a mesma certeza. Não há provas suficientes para acusar ou condenar os culpados”, respondeu.

As amigas Tarsila Gusmão e Maria Eduarda desapareceram no dia 3 de maio de 2003, depois de um passeio de lancha em Maracaípe. Os corpos foram encontrados num canavial, dez dias depois, com marcas de tiros e estavam em adiantado estado de decomposição.

           Extraído de : http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20100826081808
          Em: 01/09/2010.
          Matéria Publicada em: 26/08/2010, no site Pernambuco.com

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Caros amigos Operadores do Direito, sabemos que o Direito Penal tem como principal objetivo proteger e garantir a inviolabilidade dos bens jurídicos indispensáveis à conservação da Ordem Social, de forma que os casos concretos são importantíssimos para o estudo, compreensão e aperfeiçoamento desse ramo do Direito Público. Estamos nos momentos decisivos de um dos julgamentos mais polêmicos da Justiça Pernambucana, o “Caso Serrambi”.

Vamos acompanhar a cobertura no site do Diário de Pernambuco no seguinte endereço eletrônico:

http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/especiais/caso_serrambi

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